Brasileiros detidos em Israel podem ser deportados após audiências judiciais
Foto: Divulgação/REUTERS/Stefanos Rapanis
Os 13 brasileiros detidos por Israel na última semana durante uma missão humanitária podem ter o processo de deportação iniciado nos próximos dias. A informação foi confirmada pela assessoria da deputada federal Luizianne Lins (PT), que está entre os ativistas mantidos sob custódia.
O grupo participava da flotilha Global Sumud, interceptada pela marinha israelense enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Após a detenção, todos foram submetidos a audiências judiciais, cujas conclusões devem definir os próximos passos legais, incluindo a possível deportação. No entanto, ainda não há confirmação oficial sobre prazos ou condições para a saída dos brasileiros do país.
Segundo a Embaixada do Brasil em Tel Aviv, informações sobre os voos de deportação serão repassadas assim que houver uma decisão formal por parte das autoridades israelenses.
Enquanto aguardam definição, os brasileiros seguem detidos no centro de detenção de Ketziot, localizado no deserto de Negev, o maior do país em área territorial. Nesta segunda-feira (6), representantes do Ministério das Relações Exteriores voltaram a visitar o grupo. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre esse novo encontro. Na sexta-feira (3), a embaixada brasileira já havia realizado visitas separadas aos homens e às mulheres detidos.
O governo brasileiro segue acompanhando o caso e mantém diálogo com as autoridades de Israel por meio dos canais diplomáticos.



