Ceará lidera ranking nacional de identificação de pessoas desaparecidas, aponta relatório
Foto: Governo do Estado
O Ceará se destacou no cenário nacional ao registrar o maior número absoluto de identificações de pessoas desaparecidas no Brasil, segundo relatório divulgado recentemente pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).
De acordo com os dados da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), que reúne 22 laboratórios forenses de todo o país, o estado alcançou o maior número de identificações por meio de cruzamento genético entre familiares e restos mortais não identificados.
O levantamento considera o período entre outubro de 2024 e outubro de 2025, quando foram registradas 28 identificações a partir de perfis genéticos cruzados. Parte dessas correspondências também envolveu comparações entre perfis de restos mortais e de indivíduos condenados, proporcionando respostas significativas para famílias que viviam com incertezas há anos.
Segundo especialistas da Pefoce, esse resultado é fruto de investimentos contínuos em tecnologia forense e campanhas de coleta de material genético, além da integração entre diferentes instituições estaduais e federais.
Impacto social
Profissionais envolvidos no trabalho destacaram que a identificação de pessoas desaparecidas vai além do aspecto técnico: ela traz conforto às famílias, ajuda a resgatar a dignidade e contribui para a efetivação de justiça e segurança pública, ao permitir o encerramento de casos antigos e reduzir a angústia de parentes que aguardavam por respostas.
O desempenho do Ceará tem sido apontado como referência nacional na área de genética forense, impulsionando o estado à frente de outras unidades federativas brasileiras nesse tipo de serviço.



