INSS restringe acesso a dados após suspeitas de vazamento e venda ilegal de informações
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adotou novas medidas para conter o vazamento de dados pessoais de aposentados e pensionistas. Mais de 3 mil senhas de servidores foram canceladas, restringindo o acesso às informações sensíveis a apenas seis pessoas.
A medida foi tomada após investigações apontarem o uso indevido do Sistema Único de Informações de Benefícios (Suibe), que armazena dados como nome, CPF, telefone, valor do benefício e contratos de empréstimos consignados.
Reportagem recente revelou que essas informações têm sido vendidas pela internet. Por valores entre R$ 150 e R$ 600, advogados conseguem acessar listas com até 10 mil nomes de beneficiários de todo o país. As tabelas incluem até 46 tipos de dados por pessoa, como margem para crédito, valor de descontos e vínculos com associações.
A comercialização dos dados fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que proíbe a captação de clientela por meio de informações obtidas ilegalmente.
As autoridades seguem investigando os responsáveis pelo vazamento e a venda das informações sigilosas.



