Projeto SmartBrine propõe transformar resíduo da dessalinização em oportunidades para a indústria cearense
Foto: José Sobrinho/FIEC
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) recebeu, nesta quarta-feira (10/09), representantes do setor produtivo para a apresentação do projeto SmartBrine, iniciativa desenvolvida pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) com foco em soluções inovadoras para o reaproveitamento da salmoura gerada no processo de dessalinização.
O projeto visa transformar esse resíduo – rico em sais e outros minerais – em produtos de valor econômico, como químicos, fertilizantes, aditivos para construção, baterias e até mesmo energia, reduzindo o impacto ambiental e gerando novas oportunidades de negócio para o estado.
“Essa salmoura é rica em vários elementos que, se bem aproveitados, podem custear toda a operação de dessalinização, gerar lucro e ainda transformar o resíduo em recurso”, destacou Carlos Prado, 1º vice-presidente da FIEC, na abertura do evento.
A proposta conta com o apoio da universidade holandesa NHL Stenden e da empresa de engenharia Haskoning, que atuam na pesquisa de tecnologias voltadas para a transformação da salmoura.
De acordo com José Leite Gonçalves, Diretor de Gestão Corporativa da Cagece, o reaproveitamento da salmoura é um dos principais desafios no caminho da universalização do abastecimento de água e esgoto no Ceará. Para ele, o material pode ser convertido em insumos com valor de mercado, além de contribuir com a sustentabilidade ambiental.
A secretária executiva da Indústria da SDE, Brígida Miola, ressaltou o papel estratégico da indústria como beneficiária direta do SmartBrine, e defendeu a importância da união entre governo, setor produtivo e academia para o êxito da iniciativa.
Também participaram do encontro a cônsul honorária dos Países Baixos em Fortaleza, Annette de Castro; a vice-presidente da FIEC e secretária de Relações Institucionais do Ceará, Roseane Medeiros, que reforçou o caráter transformador do projeto.
“Estamos falando da possibilidade de transformar um resíduo problemático em fonte de receita, inovação e geração de empregos”, afirmou Roseane.



