Endometriose: Novos tratamentos para a doença crônica serão incorporados ao SUS ainda em 2025


Endometriose: Novos tratamentos para a doença crônica serão incorporados ao SUS ainda em 2025

Portadoras da doença terão novas possibilidades de tratamentos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ainda este ano é esperada a chegada de dois tratamentos hormonais para a endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS), que podem proporcionar melhor qualidade de vida para mulheres portadoras da doença: O Dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. Ambos impedem o crescimento do endométrio para fora do útero.

De acordo com as portarias de incorporação do SUS do Ministério da Saúde, há um prazo de até 180 dias para que a oferta dos tratamentos seja efetivada. A ideia é que aconteça até o mês de novembro.

O que é a Endometriose?

Doença inflamatória crônica onde o tecido que reveste o útero cresce para fora da cavidade uterina, a endometriose atinge cerca de 15% das brasileiras em idade fértil e seus sintomas físicos podem incluir: cólicas menstruais severas, fadiga intensa, dores pélvicas ou abdominais fora do período menstrual, dores durante a relação sexual, além de sintomas intestinas e urinários, ou, até mesmo, prejudicar a fertilidade da mulher.

A Endometriose também é um forte fator de risco para a saúde mental feminina. Ansiedade e depressão são exemplos de doenças psicológicas que podem fazer parte do dia a dia de mulheres com endometriose, seja por sintomas não tratados ou má resolução dos tratamentos à estas ofertados.

As causas da doença ainda não são de total conhecimento científico. A medicina acredita que envolvam questões genéticas, hormonais ou imunológicas.

DIU LNG e Desogestrel como funcionam?

Ambos são métodos contraceptivos, sendo o primeiro indicado para mulheres com contraindicação aos contraceptivos de uso oral combinado, já o segundo é um anticoncepcional oral combinado. O DIU LNG é um dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel que suprime o crescimento do tecido endometrial para fora do útero. Sua troca é necessária apenas a cada 05 anos. O desogestrel é um anticoncepcional oral combinado com ênfase em inibir a ovulação, o que contribuí para impedir o crescimento do endométrio para fora do útero.

Atendimento e tratamentos já disponíveis pelo SUS.

De acordo com o Ministério da Saúde, Alexandre Padilha, já existe tratamento integral para as mulheres com endometriose com duas abordagens já disponíveis pelo SUS, sendo por meio clínico ou cirúrgico, a depender do caso apresentado.

” A oferta desses dois tratamentos representa, acima de tudo, qualidade de vida para as pacientes e um avanço relevante na atualização tecnológica do SUS […] ”

O tratamento clínico incluí terapia hormonal com contraceptivo oral combinado (COCs), entre outros. Analgésicos é anti-inflamatórios também podem ser receitados para dor.

Os casos cirúrgicos podem ser tratados por meio de: vídeolaparoscopia- cirurgia minimamente invasiva de remoção de focos.
Laparatomia- cirurgia aberta para casos mais complexos ou histerectomia- remoção total do útero (apenas após avaliação criteriosa e recomendada somente para casos específicos).

Fonte: G1

Por: Andressa Rios – Jornalista e Social Media

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