Obesidade dobra no Brasil em 18 anos, aponta levantamento do Ministério da Saúde
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Em 18 anos, o excesso de peso na população brasileira cresceu 20%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. O levantamento é realizado nas capitais dos Estados e no Distrito Federal.
No período analisado, a obesidade, definida por índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², mais que dobrou, passando de 11,8% para 25,7% da população.
O estudo também aponta avanço expressivo das doenças crônicas. A proporção de adultos com diagnóstico de diabetes subiu de 5,5%, em 2006, para 12,9% em 2024. Já a hipertensão arterial aumentou de 22,6% para 29,7% no mesmo intervalo.
Em relação aos hábitos de vida, a prática de atividade física durante o deslocamento urbano caiu de 17%, em 2009, para 11,3% em 2024, refletindo o maior uso de carros por aplicativo e do transporte público. Em contrapartida, a atividade física moderada no tempo livre, com pelo menos 150 minutos semanais, apresentou crescimento, passando de 30,3% para 42,3%.
O consumo regular de frutas e hortaliças manteve-se relativamente estável, variando de 33%, em 2008, para 31,4%, em 2024. Já o consumo frequente de refrigerantes e sucos artificiais caiu de forma significativa, de 30,9%, em 2007, para 16,2% no último ano analisado.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apesar de avanços em alguns indicadores, como a redução do consumo de bebidas açucaradas e o aumento da prática de atividade física, esses fatores ainda não foram suficientes para conter o avanço das doenças crônicas no país.
“À medida que o Brasil envelhece, aumenta o número de pessoas com doenças crônicas. Por isso, é fundamental ampliar as políticas de cuidado e prevenção”, afirmou o ministro.



