Haddad diz que deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro, mas aguarda aval de Lula
Foto: Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que já conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua saída da pasta e disse ter “certeza” de que deixará o cargo em fevereiro. Apesar disso, ressaltou que ainda não pode confirmar uma data sem o aval do chefe do Executivo.
As declarações foram dadas em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles. Haddad destacou que a escolha de seu sucessor caberá exclusivamente ao presidente e evitou antecipar decisões. Questionado sobre a possibilidade de Dario Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda, assumir o ministério, o titular da pasta não confirmou a substituição.
Segundo Haddad, Lula tem grande apreço pela equipe econômica. “Ele conhece todos e sabe que cada secretário entregou uma agenda importante para o Brasil”, afirmou.
Durigan ocupa o cargo de secretário-executivo desde 2023, após Gabriel Galípolo ser indicado para a diretoria do Banco Central. Ele também comandou o ministério de forma interina durante as férias de Haddad, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
A saída de Haddad do ministério ocorre para que ele possa se dedicar à campanha de reeleição de Lula. Com o desligamento, o ministro também fica apto a disputar cargos eletivos, e a possibilidade de uma candidatura ao Senado tem sido mencionada por analistas políticos.
Balanço da gestão
Na entrevista, Haddad fez um balanço de sua atuação à frente da Fazenda e afirmou que o atual governo herdou uma situação fiscal “muito difícil”, atribuída a decisões da gestão de Jair Bolsonaro (PL). “Por causa da eleição, eles arrebentaram com o orçamento para tentar ganhar. Quem teve que consertar foi o presidente Lula com a sua equipe econômica”, declarou.
O ministro lembrou reformas aprovadas durante sua gestão e afirmou que o ministério conseguiu avançar no equilíbrio das contas públicas com cortes orçamentários. Segundo ele, a redução de 70% do déficit está ligada principalmente ao corte de gastos tributários e à limitação do crescimento das despesas.
Entre os resultados econômicos, Haddad destacou a menor inflação acumulada em quatro anos desde o Plano Real, a menor taxa de desemprego da história e a redução da desigualdade social.



