Suspensão de 25 linhas de ônibus causa transtornos em Fortaleza; Etufor e Sindiônibus divergem sobre decisão
Foto: MPCE
Vinte e cinco linhas de ônibus foram suspensas em Fortaleza nesta segunda-feira, 29 de setembro. A mudança surpreendeu usuários de diversos bairros da cidade e provocou superlotação nos terminais.
A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) informou, por meio de nota, que não autorizou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) a interromper a operação dessas linhas. A Etufor afirmou que a decisão foi unilateral e não estava prevista oficialmente no sistema.
Segundo a Etufor, a Prefeitura de Fortaleza tem garantido o pagamento mensal de subsídios, que somam cerca de R$ 16 milhões — o equivalente a aproximadamente R$ 500 mil por dia — para manter a operação do transporte público. O órgão reforçou que o diálogo com o Sindiônibus é constante, com o objetivo de buscar alternativas que não prejudiquem os usuários nem as empresas.
Já o Sindiônibus declarou que a redução de linhas faz parte de um ajuste necessário, baseado em estudos técnicos, e visa garantir a continuidade do sistema, bem como o pagamento de salários e a manutenção da operação. A entidade alegou que o setor enfrenta um grave desequilíbrio financeiro, o que tornou indispensável a reestruturação da frota.
O sindicato informou que a decisão considerou critérios técnicos, como análise de rotas, dimensionamento da frota e desempenho operacional. Linhas com maiores déficits financeiros foram reduzidas ou desativadas, enquanto as de maior demanda foram reforçadas com novos veículos.
As mudanças incluem:
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7 linhas com aumento de frota, como a Antônio Bezerra/UNIFOR e a Conjunto Ceará/Centro
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2 linhas com ajustes operacionais, como a Parangaba/Expedicionários/Centro
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29 linhas com redução de frota, como a Antônio Bezerra/BRT/Messejana e a Vila do Mar/Centro
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25 linhas suprimidas, como a Aguanambi/Rodoviária II/Centro, Campus do Pici e Bairro de Fátima/Rodoviária/Centro
Apesar do impacto para os usuários, o Sindiônibus afirmou que todas as medidas foram planejadas para manter a operação do transporte coletivo diante das dificuldades enfrentadas. A entidade também ressaltou que mantém diálogo com a Prefeitura para garantir a continuidade da prestação do serviço.



