Fortaleza amplia oferta de teste para detecção precoce do câncer do colo do útero


Fortaleza amplia oferta de teste para detecção precoce do câncer do colo do útero

Novo exame DNA-HPV já está disponível em 68 postos de saúde da Capital e deve chegar a toda a rede municipal até 2027

A Prefeitura de Fortaleza ampliou para 68 postos de saúde da rede municipal a oferta do teste de biologia molecular DNA-HPV, utilizado para a prevenção e a detecção precoce do câncer do colo do útero. A nova tecnologia começou a ser implantada em julho, inicialmente em duas unidades, e agora passa a estar disponível em mais regiões da Capital.

A iniciativa integra a estratégia de modernização do rastreamento da doença e segue as novas diretrizes do Ministério da Saúde, que estabeleceram o teste molecular para identificação do HPV oncogênico como método primário de rastreamento.

O exame é destinado a mulheres e pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tenham iniciado a atividade sexual. Em Fortaleza, a estratégia prioriza quem nunca realizou o DNA-HPV ou está há mais de três anos sem fazer o exame citopatológico. Mais de 150 mil pessoas estão aptas a realizar o novo rastreamento na Capital.

Novo método identifica diretamente o HPV

Diferentemente do Papanicolau, que identifica alterações nas células do colo do útero, o teste DNA-HPV detecta diretamente a presença do papilomavírus humano (HPV), principal causador do câncer do colo do útero. O exame também permite identificar tipos virais considerados de maior risco, como os HPV 16 e 18.

Outra mudança é a periodicidade do rastreamento. Quando o resultado do DNA-HPV é negativo, a recomendação prevê a repetição do exame após cinco anos, conforme as novas diretrizes.

O município recebeu inicialmente 12,5 mil kits do exame, sendo 500 destinados à autocoleta. A implantação nas unidades ocorre de forma gradual, com previsão de que os testes estejam disponíveis nas 134 unidades de saúde de Fortaleza até o início de 2027.

A ampliação do acesso ao rastreamento busca facilitar o diagnóstico precoce e a identificação de alterações que podem ser tratadas antes da evolução para formas mais graves da doença. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), programas organizados de rastreamento são importantes para reduzir a incidência e a mortalidade provocadas pelo câncer do colo do útero.

Imagem: Cofen

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