“Canetas para músculos” são nova aposta da ciência contra o envelhecimento
Mais de 40 substâncias estão em desenvolvimento para preservar ou recuperar massa e força muscular
A ciência busca novas formas de combater um dos efeitos mais comuns do envelhecimento: a perda de massa e força muscular. Atualmente, mais de 40 substâncias estão em diferentes fases de desenvolvimento com a proposta de preservar ou recuperar a musculatura e, futuramente, auxiliar no tratamento de problemas como a sarcopenia.
Algumas dessas terapias poderão ser aplicadas por meio de canetas injetáveis, em um formato semelhante aos medicamentos utilizados para emagrecimento. A proposta, porém, é diferente: os novos tratamentos atuam em mecanismos relacionados ao crescimento e à preservação dos músculos.
Entre os principais alvos das pesquisas estão a miostatina e a activina, proteínas envolvidas na regulação do desenvolvimento muscular. Medicamentos como apitegromab, bimagrumab e trevogrumab estão entre os candidatos mais avançados nos estudos.
A expectativa é que essas terapias possam beneficiar principalmente pessoas que apresentam perda significativa de massa muscular, inclusive em situações relacionadas ao envelhecimento ou após grandes perdas de peso.
Ainda em pesquisa
Apesar do potencial, os medicamentos ainda não estão disponíveis para uso geral e precisam passar por novas etapas de avaliação de eficácia e segurança. Alguns candidatos, inclusive, foram abandonados por não apresentarem resultados satisfatórios ou por efeitos adversos.
Outro ponto importante é que o aumento da massa muscular não significa necessariamente ganho de força e funcionalidade. Por isso, especialistas reforçam que essas terapias, caso sejam aprovadas, não deverão substituir a atividade física.
Exercícios de força, alimentação adequada e acompanhamento profissional continuam sendo fundamentais para preservar músculos, autonomia e qualidade de vida ao longo do envelhecimento.



