Projeto de Romeu Aldigueri proíbe contratos de patrocínio do Governo do Ceará com empresas que promovam bets


Projeto de Romeu Aldigueri proíbe contratos de patrocínio do Governo do Ceará com empresas que promovam bets

Proposta altera legislação estadual sobre política de patrocínio e abrange órgãos da administração direta e indireta

Tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) um projeto de lei de autoria do presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri (PSB), que propõe proibir o Governo do Estado de firmar contratos de patrocínio com empresas que explorem, promovam ou divulguem apostas esportivas e jogos de azar.

A matéria começou a ser apreciada pelo Parlamento estadual nesta quinta-feira (15) e prevê alterações na legislação de 2016 que estabelece a Política de Patrocínio da Administração Pública do Estado do Ceará.

Pelo texto, a proibição alcança contratos de patrocínio firmados por órgãos e entidades da administração pública estadual, direta e indireta. A medida inclui autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.

A vedação também abrange empresas que promovam loterias não oficiais e outras modalidades de jogos de fortuna baseados em resultados aleatórios, inclusive por meio de plataformas digitais e aplicativos.

 

Proteção às famílias e responsabilidade no uso de recursos públicos

Na justificativa do projeto, Romeu Aldigueri destaca os impactos sociais associados à expansão das apostas esportivas e dos jogos de azar, especialmente sobre a saúde mental e a estabilidade financeira das famílias.

O parlamentar defende que o poder público adote uma postura preventiva e responsável na destinação de recursos estaduais, evitando vínculos institucionais com empresas que possam contribuir para o agravamento de problemas sociais.

Entre as preocupações apontadas estão os riscos de dependência em jogos, conhecida como ludopatia, o comprometimento da renda familiar, a evasão escolar e a possibilidade de práticas relacionadas à lavagem de dinheiro.

A proposta busca, assim, estabelecer critérios para a política de patrocínio do Estado, considerando os possíveis impactos das atividades financiadas ou promovidas por empresas beneficiadas com recursos públicos.

O projeto segue em tramitação na Alece e deverá passar pela análise legislativa antes de uma eventual aprovação e entrada em vigor.

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