Professores da rede estadual do Ceará farão paralisação na quinta-feira (16)


Professores da rede estadual do Ceará farão paralisação na quinta-feira (16)

Foto: Apeoc

Os professores da rede estadual de ensino do Ceará irão paralisar suas atividades durante toda a quinta-feira, 16 de outubro. A mobilização será acompanhada de um ato em Fortaleza, na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), enquanto, no interior do estado, as manifestações acontecerão nas sedes das Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Credes).

A paralisação traz à tona reivindicações de caráter estadual, como a ampliação da segurança nas escolas públicas, o pagamento de retroativos e a realização de novos concursos para professores efetivos. A categoria também cobra melhorias salariais e investimentos na estrutura física das unidades de ensino.

Segundo a Associação dos Professores em Estabelecimentos Oficiais do Estado do Ceará (Apeoc), entre as principais demandas está o pagamento de retroativos relacionados a promoções por titulação dos anos de 2023 e 2024, que somam uma dívida estimada em R$ 120 milhões. A entidade também reivindica a reestruturação da segurança nas escolas estaduais e a valorização profissional dos docentes, incluindo requalificação salarial.

Representantes da Apeoc informaram que já está prevista uma reunião com lideranças do governo estadual e da Alece no mesmo dia do ato. O sindicato destaca a importância de manter o diálogo com o líder do governo na Assembleia, deputado Guilherme Sampaio, e com o presidente da Casa. Durante o encontro, será entregue um documento cobrando audiência direta com o governador do Estado, com o objetivo de avançar na resolução das pendências e garantir que as negociações sigam com mais celeridade.

Além da pauta local, o movimento também integra reivindicações nacionais. Em Fortaleza, sindicatos como o Sindiute (União dos Trabalhadores em Educação do Município de Fortaleza), o Sindsaúde/CE (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará) e o Sindjorce (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará) unificaram ações em protesto contra a proposta de Reforma Administrativa que tramita no Congresso Nacional.

Entre os pontos de crítica à proposta estão a possibilidade de contratações temporárias por prazo determinado, a mudança nas regras de progressão na carreira com base em avaliação de desempenho, a limitação do home office a um dia por semana e a equiparação das férias de todos os servidores públicos a 30 dias, extinguindo benefícios diferenciados de categorias como magistrados e promotores. Também são alvo de protestos as mudanças na aposentadoria compulsória e a ausência de ações para combater privilégios de altos salários.

Outro ponto da pauta nacional inclui a defesa da taxação dos super-ricos e o fim da jornada de trabalho no formato 6×1, que tem sido contestada por diversas categorias do serviço público.

A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) foi procurada pela reportagem para comentar os pontos levantados pela categoria, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

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