Câmara aprova PEC da Blindagem que dificulta processos criminais contra parlamentares
Foto: Agência Brasil
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. A proposta impõe novas barreiras para o avanço de processos criminais contra deputados e senadores, incluindo a necessidade de autorização prévia das Casas Legislativas até para o cumprimento de mandados de prisão.
No primeiro turno, o texto-base obteve 353 votos favoráveis, superando os 308 necessários. Outros 134 deputados votaram contra, e houve uma abstenção. No segundo turno, realizado cerca de duas horas depois, a proposta foi aprovada por 344 votos a favor e 133 contrários, após a aprovação de um requerimento que dispensou o intervalo regimental de cinco sessões entre as votações.
Como votaram os deputados do Ceará:
Votaram a favor (15):
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AJ Albuquerque (PP)
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André Fernandes (PL)
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André Figueiredo (PDT)
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Danilo Forte (União)
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Dayany Bittencourt (União)
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Dr. Jaziel (PL)
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Enfermeira Ana Paula (Podemos)
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Fernanda Pessoa (União)
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Matheus Noronha (PL)
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Mauro Filho (PDT)
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Moses Rodrigues (União)
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Nelinho Freitas (MDB)
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Robério Monteiro (PDT)
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Yury do Paredão (MDB)
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Júnior Mano (PSB)
Votaram contra (4):
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Luiz Gastão (PSD)
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Célio Studart (PSD)
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José Guimarães (PT)
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Luizianne Lins (PT)
Ausentes (3):
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José Airton (PT)
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Leônidas Cristino (PDT)
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Domingos Neto (PSD)
O que muda com a PEC
A proposta estabelece que qualquer ação penal contra parlamentares só poderá ser aberta com a autorização da maioria absoluta da respectiva Casa (Câmara ou Senado), em votação secreta. Também estende o foro privilegiado no STF a presidentes de partidos com representação no Congresso.
Todos os destaques que buscavam modificar o texto – incluindo a tentativa de retirar o foro privilegiado para líderes partidários – foram rejeitados.
A PEC foi articulada com apoio da maioria dos líderes da Câmara, inclusive da oposição liderada pelo PL. O PT orientou voto contrário, mas 12 de seus deputados votaram a favor no primeiro turno. Deputados de outras siglas da base do governo, como PSB, PSD e PDT, também deram apoio à proposta.
Agora, a matéria segue para análise no Senado Federal, onde deverá enfrentar maior resistência. Caso seja aprovada, passará a restringir significativamente o alcance de investigações e ações penais contra congressistas — inclusive em casos de corrupção ou desvio de emendas parlamentares —, centralizando o julgamento no STF, mas submetido à autorização prévia do próprio Congresso.



